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A Quatro Mãos

Nos tempos livres, eu e a minha mãe dedicamo-nos aos trabalhos manuais. É um vício que nos tem perseguido toda a vida e que funciona com terapia nos momentos de maior stress.

A Quatro Mãos

Nos tempos livres, eu e a minha mãe dedicamo-nos aos trabalhos manuais. É um vício que nos tem perseguido toda a vida e que funciona com terapia nos momentos de maior stress.

A arte de crochetar

06
Mai20

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O croché foi a primeira técnica de trabalho com linha que aprendi com a minha mãe. Antes de entrar na escola primária, já eu ensaiava os primeiro quadradinhos e pauzinhos. Sempre com a linha de algodão presa ao pescoço, como a minha mãe de ensinou. Achamos que os trabalhos ficam mais perfeitos. A arte de crochetar é utilizada há vários séculos (as primeiras publicações na Europa datam do século XIX, mas estima-se que a sua criação seja anterior) e tem múltiplas aplicações (naperons, toalhas, colchas, peças de roupa, etc.). Quem não se recorda dos naperons em cima dos televisores (bem mais largos do que os actuais) ou nos sofás?

 

O meu gosto e curiosidade pelo croché levaram-me a comprar, há uns largos anos, este livro Os segredos de crochetar (Edição da Agência Portuguesa de Revistas, s/d), escrito por F. Oliveira. Com uma escrita simples e bastantes ilustrações, permite, a quem dá os primeiros passos nesta arte, aprender facilmente a montagem das malhas. Para quem quer ir mais além, ensina inúmeros pontos e possíveis aplicações. Antes do aparecimento da Internet e dos tutoriais (tão em voga nos dias de hoje), os livros e as revistas eram os meios por excelência de ensino do croché (a seguir à aprendizagem com a ajuda de quem já sabia fazer, como foi o meu caso).

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Afinal, como se pode ler neste livro, «Crochetar é um trabalho fascinante para toda a mulher porque a crochetagem permite à pessoa realizar, com o seu próprio saber e com próprio esforço, uma coisa útil e graciosa. Crochetar, é também, a mais moderna das antigas artes femininas». Hoje, já não é assim, mas no tempo das nossas mães e avós, eram raras as mulheres (de todas as classes sociais) que não soubessem fazer croché.

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